terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Ego Machucado


Ele à chamava de amor, mas será que era amor?
Ela ia a loucura. Gostava dele, ele à consumia. Não queria pensar nele, de modo algum, mas tudo o que ela via era como se estivesse o nome dele no meio. Ele era o protagonista da novela, o personagem do livro, o remetente da carta, o dono dela...
Em algum ângulo, eles são mais do que amigos. Eles podem ter até um caso mesmo sem se beijarem. Eles são íntimos, sabem de tudo um sobre o outro; há fotos. Os comentários que saíam é que eles tinham algum caso. Mas e da parte deles? Nenhum quer admitir, mas eles são mais que dois amantes.
Mas por quê ela não assumia seus sentimentos?
Era tarde pra isso. Talvez a chance já tenha passado. Mas o sentimento ficou. E ela sofre; ela pensa nele, ele pensa nela. Ela faz de tudo pra provocar, ele não assume o que supostamente existe entre eles.
Na primeira fase, ele morria por ela. Ele faria de t-u-d-o por ela, e ela rejeitava. Nunca dissera que a amava, e ela não queria se iludir mais uma vez com algum garoto, havia acabado de terminar uma relação. Mas o que havia, entre um e outro era tão forte, e o clima de "encanto" era tão bom.
Depois, na segunda fase, ele ficara com tantas garotas, que ela já se encontrava em um estado em que assumir algum sentimento por ele era quase uma fraude com seu ego. Mas o que ela faria com todos aqueles sentimentos que rondavam aquela cabeça transtornada? Simplesmente deixou trancado na mente, apenas pra ela, mas ele sabia que havia algo ali. Ele sabia porque ela deixara algumas suaves marcas - e às vezes até mesmo fortes marcas - de que havia algo ali.
E assim ficou a vida dela e a dele, que talvez, num erro sutil, tenha sido a mesma vida por um tempo de omissões e sofrimentos.
O ego dela ficara tão machucado...
Mas ela iria encontrar alguém que ame tanto quanto amou este indivíduo que um dia ela chamou de "amor".
E no fim ela encontrou. Alguém com quem ela pode dividir todas as suas alegrias e suas mágoas...